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UMA CIDADE PARA TODOS |
Gisela Bordwell - Formada em Pedagogia pela Universidade São Marcos
Segunda secretária do CVI/SP Todas as pessoas que possuem uma deficiência, seja ela qual for, merecem ser respeitadas na sua liberdade de ir e vir como qualquer outro cidadão. Embora esse direito, na maioria das vezes, não seja tido como uma prioridade pelos políticos, nós, deficientes, devemos mostrar à sociedade que fazemos parte dela, saindo às ruas e reivindicando nossos direitos: guias rebaixadas, ônibus adaptado, motoristas treinados para atender um passageiro com dificuldade de locomoção que demora a subir no ônibus. Não devemos nos trancar em casa e esperar que tudo mude de uma hora para outra. Devemos mostrar que a necessidade existe, sim, e que temos direito ao trabalho, ao lazer, enfim, à participação social na comunidade. Existem algumas cidades brasileiras que já possuem essa conscientização e planejam sua arquitetura pelo Desenho Universal, isto é, com acessibilidade para todos. Constroem prédios sem degraus, com rampas não muito inclinadas para que uma pessoa em cadeiras de rodas consiga se locomover com autonomia, segurança e conforto. Os elevadores possuem botões com números em braile, para que os deficientes visuais possam se dirigir aonde desejarem. As mesas de restaurantes são colocadas de maneira que não atrapalhem o tráfego de uma pessoa com cadeira de rodas pelo local. Outra questão importantíssima são os banheiros adaptados com barras, para que a pessoa deficiente se sinta segura na hora de fazer suas necessidades fisiológicas. Não só a arquitetura, mas também o tratamento dispensado a pessoas com deficiência em lugares comuns a todos deve ser digno e não preconceituoso. As pessoas com paralisia cerebral que possuem uma dificuldade significativa de fala são, na maioria das vezes, mal compreendidas e, por conta disso, acabam sendo confundidas com pessoas com deficiência intelectual. Porém, as pessoas que têm essa dificuldade não devem se intimidar, elas devem se munir de coragem e autoconfiança e mostrar ao mundo que merecem respeito e igualdade social. |